domingo, 4 de abril de 2010

Divulgações

Como meio de difundir alguns projectos culturais de grande interesse, para saber o que se faz na actualidade em Portugal para dar um maior espaço às artes, aqui vou deixar alguns links que podem visitar.
Espero que vejam e participem, feedback é sempre importante e é necessário ajudar estes projectos a crescer:

* Espaço Abismo Humano (para a propagação do conhecimento sob todas as formas de arte presente nas subculturas e suas influências) - http://abismohumano.pt.vu

* Fórum Abismo Humano - http://s13.invisionfree.com/AbismoHumano

* Lobotomia Ilusória (espaço do ilusionista Nelson Brett) - http://www.lobotomiailusoria.com


Visitem e divulguem mesmo que não se enquadre na vossa filosofia de vida, é importante ser tolerante e ajudar a construir um mundo em que o respeito mútuo nos permite trabalhar para um objectivo maior e melhor...o de inspirar as gerações vindouras a seguirem os seus sonhos até os concretizarem.

sábado, 27 de março de 2010

Madrugadas (IV)

Alturas em que o formato da vida pode definir-se em 33 cl.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Diferenças modernas de candura

"(...) The family had a household oracle, a tutor named Pangloss. Young Candide absorved his teaching with the open-hearted simplicity of his age and nature. These teachings where metaphysico-theologo-cosmolonigological. Pangloss could prove to everybody's satisfaction that there is no effect without a cause: furthermore, that in this best of all possible worlds the Baron's castle was the finest of castles, and the Baroness the finest of all possible baronesses.
'It is demonstrable', Pangloss would say, 'that things cannot be other than they are. For, since everything is made for a purpose, everything must be for the best possible purpose. Noses, you observe, were made to support spectacles: consequentely, we have spectacles. Legs, it is plain, were created to wear breeches, and are supplied with them. Stone was made to be quarried, and built into castles: that is why his lordship has such a fine castle - for the greatest baron in the province must be of necessity also be the best housed. Pigs were made to be eaten: so we eat pork all the year round. It follows that those who say that everything is good are talking foolishly: what they should say is that everything is for the best."

Candide, Voltaire

Visões (III)




Mikhail Larionov

quarta-feira, 24 de março de 2010

Allegro non troppo

um nenúfar nas tuas mãos, como um prisma, redobrando o seu brilho na emancipação da tua luz; arregaço-te o vestido para que não te prives da água, dispo-te para que não tenhas mais medo de navegar no incerto...os teus dedos delicados desfolham a paisagem, cravam-se na tela de Deus, rasgando-a até sucessivos horizontes paralelos deslizarem na tua pele.
que te sobra agora que estás sufocada pela grandeza de existir mais que isto?
o olhar cadenciado, intermitente, colocado no vislumbre cego do amanhã, o braille da sabedoria perdida...todas as tuas acções determinadas por um contexto que pode não chegar.
mas corres, gritas, barafustas, agarras-te ao que pode nunca vir.
corres, gritas, protestas, choras aqui, intensamente, como se o teu sonho fosse algo concreto, como se o abstracto fosse forte, livremente despojado de si e materializado naquilo a que te agarras.
um nenúfar, narciso, para que te afogues no conhecimento...para que te afogues e eu te veja partir...

segunda-feira, 22 de março de 2010

Sons de despertador

Hoje apetece-me...

"Le travail humain! c'est l'explosion qui éclaire mon abîme de temps en temps.
«Rien n'est vanité; à la science, et en avant!» crie l'Ecclésiaste moderne, c'est-à-dire Tout le monde. Et pourtant les cadavres des méchants et des fainéants tombent sur le coeur des autres...Ah! vite, vite un peu; là-bas, par delà nuit, ces récompenses futures, éternelles...les échappons-nous?...
- Qu'y puis-je? Je connais le travail; et la science est trop lente. Que la prière galope et que la lumière gronde...je le vois bien. C'est trop simple, et il fait trop chaud; on se passera de moi. J'ai mon devoir, j'en serai fier à la façon de plusieurs, en le mettant de côté.
Ma vie est usée. Allons! feignons, faintéantons, ô pitié! Et nous existerons en nous amusant, en rêvant amours monstres et univers fantastiques, en nous plaignant et en querellant les apparences du monde, saltimbanque, mendiant, artist, bandit, - prêtre! Sur mon lit d'hôpital, l'odeur de l'encens m'est revenue si puissante; gardien des aromates sacrés, confesseur, martyr...
Je reconnais là ma sale éducation d'enfance. Puis quoi!...Aller mes vingt ans, si les autres vont vingt ans...
Non! non! à présent je me révolt contre la mort! Le travail paraît trop léger à mon orgueil: ma trahison au monde serait un supplice trop court. Au dernier moment, j'attaquerais à droite, à gauche...
Alors, - oh! - chère pauvre âme, l'éternité serait-elle pas perdue pour nous!"


Rimbaud