Ontem vi o Nine do Tim Burton...e tocou-me.
Interessante como uma animação pode conter tantos traços de humanidade...e a humanidade pode revelar-se uma constante procura de anima.
domingo, 21 de março de 2010
Saltou-me à vista...
Não é intenso verificar que até um fenómeno mais descrente pode ter seguidores?
sábado, 20 de março de 2010
Revisitar (IV)

"They say right when they flood the house and they tear it to shreds that... destruction is a form of creation, so the fact that they burn the money is ironic. They just want to see what happens when they tear the world apart. They want to change things."
"Donnie: Life isn't that simple. I mean who cares if Ling Ling returns the wallet and keeps the money? It has nothing to do with either fear or love.
Kitty Farmer: Fear and love are the deepest of human emotions.
Donnie: Okay. But you're not listening to me. There are other things that need to be taken into account here. Like the whole spectrum of human emotion. You can't just lump everything into these two categories and then just deny everything else!"
"Jim Cunningham: Son... DO YOU SEE THIS? This is an Anger Prisoner. A textbook example. DO YOU SEE THE FEAR, PEOPLE? This boy is scared to death of the truth. Son, it breaks my heart to say this, but I believe you are a very troubled and confused young man. I believe you are searching for the answers in all the wrong places...
Donnie: You're right, actually. I am pretty- I'm, I'm pretty troubled and I'm, I'm pretty confused. But I... and I'm afraid. Really, really afraid. Really afraid. But I... I... I think you're the fucking Antichrist."
(ontem a minha noite foi a este compasso...)
E por vezes recuso-me a ouvir de todo...

"Nem sequer é música isto que ouvimos,
é um arrastar de pés, de pedras, de pás que
escavam uma casa de cinzas,
são degraus que descemos,
martelando surdamente,
esmagando pétalas, insectos, cristais,
é um trabalho de facas no trono das acácias,
dos cedros,
facas que atravessaram os pulsos e coração,
é um rangido de portas,
janelas que batem,
o vento nos ramos,
nas folhas quebradas do Outono,
não, nem sequer é música isto que ouvimos."
Som, José Agostinho Baptista
quarta-feira, 17 de março de 2010
Inquérito
Quando a voz toca, itermitente. A pele inflamada...a luz. Permanentemente.
A janela elevada à tua cintura, tu envolta nela. Uma escadaria convidativa, um pensamento.
Tudo aparece e desaparece com uma pergunta. As cortinas do pensamento como um brilho veloz tremendo, impaciente.
Da voz fica o fantasma da palavra proibida. Aquela que desespera...
Impacientemente.
Abre as cortinas, para que entre mais desse dia, mostra-te, para que tudo seja consumido pela chama e para que nela tudo se torne ardente.
A estrela cadente da voz no abismo. As tuas mãos asfixiando a janela, num golpe apertado sobre o vidro, numa total destruição.
Ardentemente.
E ele sangra riscado pelas tuas unhas. Derrama-se em cacos, de despedaçada que foste.
Itermitente e reveladora. Essa é a tua perturbação, a do pensamento, a que foge da clareza, da claridade.
Perturbadoramente.
Como a natureza. A que tu não negas. Aqueles degraus.
A única coisa que permaneceu...
(um dos meus, 2010)
A janela elevada à tua cintura, tu envolta nela. Uma escadaria convidativa, um pensamento.
Tudo aparece e desaparece com uma pergunta. As cortinas do pensamento como um brilho veloz tremendo, impaciente.
Da voz fica o fantasma da palavra proibida. Aquela que desespera...
Impacientemente.
Abre as cortinas, para que entre mais desse dia, mostra-te, para que tudo seja consumido pela chama e para que nela tudo se torne ardente.
A estrela cadente da voz no abismo. As tuas mãos asfixiando a janela, num golpe apertado sobre o vidro, numa total destruição.
Ardentemente.
E ele sangra riscado pelas tuas unhas. Derrama-se em cacos, de despedaçada que foste.
Itermitente e reveladora. Essa é a tua perturbação, a do pensamento, a que foge da clareza, da claridade.
Perturbadoramente.
Como a natureza. A que tu não negas. Aqueles degraus.
A única coisa que permaneceu...
(um dos meus, 2010)
segunda-feira, 15 de março de 2010
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