Quando a voz toca, itermitente. A pele inflamada...a luz. Permanentemente.
A janela elevada à tua cintura, tu envolta nela. Uma escadaria convidativa, um pensamento.
Tudo aparece e desaparece com uma pergunta. As cortinas do pensamento como um brilho veloz tremendo, impaciente.
Da voz fica o fantasma da palavra proibida. Aquela que desespera...
Impacientemente.
Abre as cortinas, para que entre mais desse dia, mostra-te, para que tudo seja consumido pela chama e para que nela tudo se torne ardente.
A estrela cadente da voz no abismo. As tuas mãos asfixiando a janela, num golpe apertado sobre o vidro, numa total destruição.
Ardentemente.
E ele sangra riscado pelas tuas unhas. Derrama-se em cacos, de despedaçada que foste.
Itermitente e reveladora. Essa é a tua perturbação, a do pensamento, a que foge da clareza, da claridade.
Perturbadoramente.
Como a natureza. A que tu não negas. Aqueles degraus.
A única coisa que permaneceu...
(um dos meus, 2010)
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário